Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Álcool

O consumo excessivo de álcool interfere com a saúde, com a vida pessoal, familiar, social e profissional e está directamente associada à violência doméstica e aos acidentes laborais e de viação.

O álcool actua bloqueando o funcionamento do sistema cerebral responsável pelo controlo das inibições. Estas, ao verem-se diminuídas, fazem com que o indivíduo se sinta eufórico, alegre e com uma falsa segurança em si mesmo que o poderá levar, em determinadas ocasiões, a adoptar comportamentos perigosos.

Os acidentes rodoviários merecem uma menção especial. Uma altíssima percentagem destes têm relação directa com o consumo do álcool. Há mais mortes, por dia, causadas pelo álcool do que por outras substâncias psicoactivas. Podemos afirmar que é a primeira causa de morte entre os jovens.

Contrariamente ao que se diz, o álcool não é um estimulante do sistema nervoso central mas sim um depressor. O excessivo consumo de álcool produz acidez no estômago, vómito, diarreia, baixa da temperatura corporal, sede, dor de cabeça, desidratação, falta de coordenação, lentidão dos reflexos, vertigens e mesmo visão dupla e perda do equilíbrio.

 Se as doses ingeridas forem muito elevadas, caso de intoxicação etílica aguda, pode surgir depressão respiratória, coma etílico e eventualmente a morte.


Efeitos a longo prazo

 O consumo crónico produz alterações diversas em diferentes órgãos vitais:

·                     Cérebro: deterioração e atrofia;

·                     Sangue: anemia, diminuição das defesas imunitárias;

·                     Coração: alterações cardíacas (miocardite);

·                     Fígado: hepatopatia, hepatite, cirrose;

·                     Estômago: gastrite, úlceras;

·                     Pâncreas: inflamação, deterioração;

·                     Intestino: transtornos na absorção de vitaminas, hidratos e gorduras, que provocam sintomas de carência.

 

 


publicado por Luís Dias às 21:30
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